Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Sem Net

Nesta secretária e com os papéis à minha espera, vão esperar mais um bocadinho, que agora não quero saber!

Não me apetece, e a chefe hoje não está... melhor!

Desculpem a ausência... Em casa afinal é sem net que estou, primeiro achei que era net, entretanto da cabovisão disseram que estava tudo bem, cheguei à conclusão que eram problemas no PC, afinal não, está tudo bem com o meu computador... Ora bolas, desde dia 13 que não tenho net em casa e agora tenho que chamar os técnicos... Estou furiosa... por isso hoje não quero saber dos papéis! Chefe fora, dia santo na loja! :)

Vim aqui dar um pulinho...

Hoje estou como o tempo... Escura e sombria... Pode ser que o Sol, quando chegar, me traga a luz que me faz falta hoje...

Um beijinho a todas...

Agora vou "visitar-vos", à tarde logo trabalho... :)

publicado por Esperança às 10:31
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

"O Bosque"

Bosque

      Entre os vales das montanhas que se estendiam a norte da aldeia, havia um lago silencioso que, de vez em quando o jardineiro costumava visitar. Era um lugar especialmente belo, rodeado de bosques e penhascos, onde as águas tranquilas ofereciam uma visão esmagadora de paz e beleza.

      O jardineiro amava aquele lugar, e muitas vezes tinha procurado a sua cálida protecção, quando a dúvida e a confusão lhe oprimiam os pensamentos. Mas no último Verão um espantoso incêndio tinha arrasado os bosques que outrora tinham presenciado os arrebatamentos do seu espírito. O jardineiro, entristecido, tinha percorrido as negras encostas da montanha quando os troncos das árvores ainda fumegavam, e prometera a si mesmo voltar a dar vida àquele lago desolado, na medida em que as forças de um homem só o pudessem fazer.

      Pouco antes do Inverno, já tinha percorrido o lugar com um saco cheio de sementes de azinheira e de carvalho, enterrando as bolotas o melhor possível nos sítios mais húmidos que encontrara. E continuou esporadicamente o trabalho ao longo daquele Inverno, esperando que as nuvens da Primavera dessem vigor às sementes, para que começassem a fazer-se à vida.

      Pouco antes do Verão seguinte voltou a visitar o lago, procurando entre as novas ervas e os rebentos de pinheiro, os sinais da nova vida que ele tinha semeado. A sua alegria não teve limites quando viu que, entre os rebentos de alecrim, apareciam as folhas tenras de um carvalho de que se lembrava bem ter semeado ali. Continuou a caminhar e deparou-se cada vez mais com rebentos de carvalho e azinheira, e o jardineiro  pensou que tinha valido a pena o esforço daquele Inverno.

      Foi então que recordou  a imagem do primeiro punhado de sementes que tirou do saco, e dos sonhos que lavraram a sua mente esperançada com aquele punhado de vida nas suas mãos.

      Viu um bosque profundo e frondoso, com umas árvores de troncos enormes a cobrir com uma sombra espessa, a vida que pulsava no seu interior. Plantas aromáticas, insectos, aves, animais, vivendo ao abrigo do pai bosque, húmido e nutridor, sábio e responsável pela vida que albergara.

      Agora via surgir as primeiras folhas daquele enorme bosque, um bosque que jamais veria na plenitude do seu esplendor, uma vez que a vida lhe iria retirar os séculos que oferecia generosamente às árvores.

      Mas também a vida, pensou o jardineiro, lhe tinha dado a possibilidade de entrar nos férteis campos da eternidade atravessando o muro do tempo... entre as doces brumas da imaginação.

In "O Jardineiro- Contos para curar a alma", de Grian

publicado por Esperança às 14:27
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

anjo...

Fui quem nunca me atrevi a ser,

Quando dei de mim

Venceram-me...

 

Quando não dei,

Ninguém deu por mim...

Quando fiquei

Não estava ninguém...

 

Quando estendi a mão

Puxaram-me para o abismo de onde estavam.

Sem dó nem piedade,

Com felicidade!

 

A minha angústia é a vitória de muitos,

A minha dor

Ignorada,

Escarneada...

 

Quem se lembra de mim?

Quem ama o meu sorriso?

Quem chora as minhas lágrimas?

Quem me acode?

Quem não me atira para o fundo?

 

Talvez devesse ter morrido no ventre de minha mãe...

Talvez agora fosse anjo...

Não tivesse dor

Nem pranto...

Se eu tivesse morrido no ventre de minha mãe...

publicado por Esperança às 11:35
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Quando não estás

 

Quando não estás

Ponho música para quebrar o silêncio

Mas o som é diferente

Porque o vazio de ti toca mais alto...

      

Quando não estás

Não te posso sentir

Ver o briho do teu olhar...

Saber como estás...

Respirar-te...

Sentir-te...

Falar-te...

Ouvir a tua voz,

(suave melodia)...

     

Quando não estás:

Que vazio...

Que silêncio...

Quanta solidão...

publicado por Esperança às 18:03
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